Recepção de clínica, sala de espera de hospital, salão de eventos, loja, escritório que recebe clientes: em todos esses lugares alguém vai pedir a senha do Wi-Fi. O jeito mais rápido de atender é passar a mesma senha que os funcionários usam. É também o mais arriscado.
O que acontece quando o visitante entra na rede da empresa
Quem está no mesmo Wi-Fi dos funcionários está, na prática, dentro da rede da empresa. Ali estão:
- os computadores, com pastas compartilhadas que muitas vezes ninguém lembra que estão abertas;
- impressoras, câmeras e gravadores de vídeo, quase sempre com a senha de fábrica;
- o servidor de arquivos e o sistema da empresa;
- a tela de configuração do próprio roteador.
Não é preciso alguém mal-intencionado. Basta o celular ou o notebook de um visitante estar infectado para o vírus tentar se espalhar pela rede. E a senha, depois de passada, circula: ex-funcionários, fornecedores, o vizinho.
Há também o problema de capacidade. Visitantes assistindo vídeo e baixando atualizações disputam o mesmo link com o sistema da empresa e as chamadas do atendimento.
A regra principal: redes separadas
A solução é ter duas redes que compartilham a mesma internet, mas não se enxergam:
Na prática, isso se faz com uma rede Wi-Fi própria para visitantes, ligada a uma rede lógica separada (uma VLAN) e com regras no firewall que liberam só a internet. A rede de visitantes não consegue chegar a nenhum endereço da rede interna.
As cinco camadas de proteção
1. Separação de redes
A rede de visitantes vai para uma VLAN própria, e o firewall bloqueia o acesso dela aos endereços internos da empresa. É a camada mais importante. Sem ela, as outras ajudam pouco.
2. Isolamento entre visitantes
Mesmo dentro da rede de visitantes, um aparelho não deve enxergar o outro. Os access points têm uma opção para isso, chamada isolamento de clientes. Assim, o celular infectado de um visitante não alcança o notebook do visitante ao lado.
3. Limites de uso
Defina uma velocidade máxima por usuário e um teto para a rede de visitantes inteira. Quando possível, dê prioridade ao tráfego da empresa. Limite também o tempo de cada sessão, por exemplo 2 horas numa sala de espera ou o dia inteiro num evento.
4. Filtro de conteúdo
Bloqueie conteúdo adulto, sites com vírus e o que não combina com o ambiente. Isso protege os visitantes e a imagem da empresa: a conexão sai com o endereço de internet dela.
5. Login identificado
Em vez de uma senha que todo mundo conhece, o visitante passa por uma página de entrada, o chamado portal cativo. Os jeitos mais comuns são:
- Cadastro: nome e e-mail ou telefone, preenchidos na hora.
- Rede social: a pessoa entra com uma conta que já tem.
- Voucher: um código entregue na recepção, que vale por um tempo definido. Muito usado em eventos e em hotéis.
Com o login, cada conexão fica associada a uma pessoa e a um horário. Se acontecer algo errado usando a sua internet, você sabe de onde partiu.
E a lei? Registros e LGPD
Dois pontos merecem atenção de quem oferece Wi-Fi ao público:
- Registros de conexão. O Marco Civil da Internet obriga os provedores de conexão a guardar os registros de conexão por 1 ano. Há discussão sobre se uma empresa que oferece Wi-Fi a visitantes se enquadra nessa regra. Muitas guardam os registros por precaução, porque eles também ajudam se a conexão for usada para algo ilegal. Confirme com o seu jurídico.
- Dados pessoais. O cadastro do portal coleta dados pessoais, e a LGPD vale. Mostre um aviso de privacidade na página de entrada, colete só o necessário e defina por quanto tempo guarda. Para usar os contatos em campanhas de marketing, peça o consentimento numa caixa separada, sem marcação automática.
A "rede de convidados" do roteador resolve?
Muitos roteadores têm uma opção de rede de convidados. Para uma sala com poucas visitas, ela já é muito melhor que passar a senha da empresa: costuma separar as redes e isolar os aparelhos.
Para quem recebe muita gente, ela fica curta. Normalmente não tem login identificado, não guarda registros, não tem relatórios e não controla bem o uso por pessoa. Aí entra um hotspot gerenciado.
Lista rápida
- Wi-Fi de visitantes separado do Wi-Fi da empresa, em outra VLAN.
- Firewall bloqueando o acesso dos visitantes à rede interna.
- Isolamento de clientes ligado nos access points.
- Limite de velocidade por usuário e teto para a rede de visitantes.
- Filtro de conteúdo.
- Login por cadastro, rede social ou voucher, com tempo de sessão.
- Aviso de privacidade na página de entrada e regra de guarda dos dados.
- Senha do Wi-Fi da empresa trocada e fora da recepção.
À frente da Tech Wan desde 2008, trabalha com redes e Wi-Fi de empresas e criou o NetMonitor.
Wi-Fi para visitantes pronto, com tudo isso incluído
O hotspot da Tech Wan entrega o equipamento, a página de entrada com a sua marca, login por cadastro, rede social ou voucher, controle de tempo e velocidade, filtro de sites e um painel na nuvem com os relatórios. É usado por empresas como a Unimed Campinas e por casas de eventos.